José Ataide


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Com Bremer convocado, confira lista de baianos que disputaram Copas sem jogar profissionalmente no estado

A Bahia estará representada na Copa do Mundo de 2026 por dois jogadores. Na última segunda-feira (18), no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro, o técnico Carlo Ancelotti convocou os 26 nomes que defenderão a Seleção Brasileira no Mundial dos Estados Unidos, México e Canadá. Entre eles, estão Bremer, zagueiro da Juventus, e Danilo Santos, volante do Botafogo.

 

A presença da dupla atualiza uma estatística na relação entre o estado e a Amarelinha. Com Danilo, a Bahia chegou a 15 jogadores convocados para Copas do Mundo pela Seleção Brasileira. Desse total, seis não jogaram profissionalmente por clubes baianos: Zózimo, Luís Pereira, Aldair, Júnior Baiano, Dante e Bremer.

 

O dado destacado contribui para contar uma parte da relação entre a Bahia e a Seleção. Em alguns casos, o talento nasceu com o “tempero baiano”, mas foi lapidado longe do estado. Em outros, saiu ainda jovem, atravessou outros estados, nações e continentes, e só depois apareceu para o país vestindo a camisa amarela.

Com Bremer na lista de 2026, a Bahia passa a ter 15 jogadores convocados para Copas pela Seleção Brasileira. No recorte profissional, ele se faz presente em dois grupos:

 

  • Baianos convocados para Copa – 15
  • Jogaram profissionalmente por clubes da Bahia – 8
  • Não jogaram profissionalmente por clubes da Bahia – 7

 

A lista dos que não atuaram profissionalmente no futebol baiano reúne jogadores de diferentes gerações. São eles:

  • Zózimo – Salvador – 1958 e 1962
  • Luís Pereira – Juazeiro – 1974
  • Aldair – Ilhéus – 1990, 1994 e 1998
  • Júnior Baiano – Feira de Santana – 1998
  • Dante- Salvador – 2014
  • Bremer – Itapitanga – 2022 e 2026

 

Ao todo, os seis jogadores somam 12 convocações para Copas do Mundo. O grupo também tem dois campeões mundiais: Zózimo, bicampeão em 1958 e 1962, e Aldair, campeão em 1994. Confira abaixo algumas informações sobre estes jogadores: 

 

BREMER
Natural de Itapitanga, no sul da Bahia, o zagueiro da Juventus foi convocado por Carlo Ancelotti para a Copa de 2026 e disputará seu segundo Mundial. Ele já havia integrado o elenco brasileiro na Copa de 2022, no Catar.

 

A trajetória profissional de Bremer começou fora da Bahia. O defensor passou por Desportivo Brasil e São Paulo na formação, estreou profissionalmente no Atlético-MG, ganhou projeção no Torino e se consolidou na Juventus. Assim como Danilo, chegou à Seleção sem passagem profissional pelo futebol baiano.

 


Foto: Rafael Ribeiro / CBF

ZÓZIMO
A história começou com Zózimo. Nascido em Salvador, o zagueiro foi o primeiro grande nome baiano em Copas do Mundo. Ele esteve nos elencos campeões de 1958 e 1962 e é, até hoje, o único baiano bicampeão mundial pela Seleção Brasileira.

 

Apesar da origem soteropolitana, Zózimo construiu a carreira profissional fora da Bahia. Fez história principalmente no Bangu, clube pelo qual se tornou ídolo, além de ter defendido outras equipes do futebol carioca. Foi reserva na campanha de 1958 e titular em 1962, no Chile, quando o Brasil conquistou o bicampeonato mundial.

 


Foto: Divulgação

 

LUÍS PEREIRA
Natural de Juazeiro, Luís Pereira disputou a Copa do Mundo de 1974. O zagueiro se tornou um dos grandes nomes da história do Palmeiras, clube pelo qual marcou época na chamada Segunda Academia.

 

A carreira profissional de Luís Pereira começou em São Paulo, no São Bento. Depois, ele se consolidou no Palmeiras e também atuou no Atlético de Madrid, da Espanha.


Foto: Divulgação

 

ALDAIR
Aldair nasceu em Ilhéus e é um dos jogadores baianos mais importantes da história da Seleção Brasileira. O zagueiro disputou três Copas do Mundo: 1990, 1994 e 1998. Em 1994, nos Estados Unidos, fez parte do elenco campeão mundial comandado por Carlos Alberto Parreira.

 

No profissional, Aldair começou no Flamengo. Depois, passou pelo Benfica e construiu uma longa trajetória na Roma, onde se tornou ídolo. A carreira internacional consolidou o defensor como um dos grandes zagueiros brasileiros de sua geração.

 


Foto: Divulgação / CBF

JÚNIOR BAIANO
Júnior Baiano nasceu em Feira de Santana e carregou a origem no próprio nome esportivo. O zagueiro disputou a Copa do Mundo de 1998, na França, quando o Brasil chegou à final e terminou com o vice-campeonato.

 

Apesar do apelido, a carreira profissional também foi construída fora da Bahia. Júnior Baiano começou no Flamengo e passou por clubes como São Paulo, Palmeiras, Vasco, Werder Bremen, Internacional e outras equipes.

 


Foto: Divulgação

 

DANTE
Dante nasceu em Salvador e passou por clubes baianos no processo de formação, mas o recorte desta matéria considera apenas atuações profissionais.

 

O defensor iniciou sua trajetória profissional no Juventude, do Rio Grande do Sul, e depois construiu carreira internacional. Passou por clubes como Lille, Standard Liège, Borussia Mönchengladbach, Bayern de Munique, Wolfsburg e Nice.

 

Pela Seleção Brasileira, Dante disputou a Copa do Mundo de 2014, realizada no Brasil. Também integrou o grupo campeão da Copa das Confederações de 2013.

 


Foto: Divulgação / Conmebol

 

ATLETAS QUE JOGARAM NA BAHIA
Se há o grupo dos baianos que chegaram à Copa sem atuar profissionalmente por clubes da Bahia, há também o lado oposto da história.

 

Ao todo, oito jogadores nascidos na Bahia disputaram Copa do Mundo e marcaram o futebol baiano: Maneca, Toninho Baiano, Bebeto, Dida, Júnior Nagata, Vampeta, Edílson e Daniel Alves.

 

  • Maneca – Galícia e Bahia (1950)
  • Toninho Baiano  – Galícia (1978)
  • Bebeto – Vitória (1990, 1994 e 1998)  
  • Dida – Vitória (1998, 2002 e 2006)
  • Júnior Nagata  – Vitória (2002)
  • Vampeta – Vitória (2002)
  • Edílson – Vitória e Bahia (2002)
  • Daniel Alves – Bahia (2010, 2014, 2022)

 

Desta vez, a Copa de 2026 terá apenas representantes do primeiro grupo: Bremer e Danilo Santos. Eles estarão na estreia do Brasil na estreia contra Marrocos, no dia 13 de junho, no Estádio de Nova York, às 19h (horário de Brasília), pela primeira rodada do Grupo C. Haiti e Escócia completam a chave da Seleção Brasileira.