José Ataide


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Cacá explica confusão com Jean Lucas no Ba-Vi: “Cabeça quente e adrenalina”

O zagueiro Cacá se manifestou pela primeira vez sobre a confusão envolvendo jogadores de Vitória e Bahia no Ba-Vi 508, disputado no último domingo (23), no Barradão. Na chegada da delegação rubro-negra ao Estádio de São Januário, nesta quarta-feira (26), antes da partida contra o Vasco, pela ida das quartas de final da Copa do Brasil, o defensor comentou a tentativa de rasgar a camisa de Jean Lucas e atribuiu o episódio ao clima do clássico.

 

“Eu nem acompanho muito rede social, fiquei sabendo ontem que teria julgamento. É clássico, cabeça quente ali, adrenalina. Quando eu percebi, já tinha acontecido. Acho que foi resultado do que o jogador adversário fez, faltou com respeito com nossa torcida. Uma provocação que, para mim, não deveria acontecer. Acabei tomando a decisão no calor do momento e fazer o que eu comecei a fazer, mas creio que a Justiça vai entender meu lado, vai entender que foi consequência do que o jogador adversário fez. Então, tenho total tranquilidade”, explicou Cacá em entrevista ao SporTV. 

 

A confusão aconteceu após o segundo gol do Bahia no clássico. Na comemoração, Jean Lucas tirou a camisa e a ergueu em direção à torcida do Vitória. A atitude irritou os jogadores rubro-negros, principalmente Cacá e Marinho.

 

Enquanto o atacante retirou a camisa das mãos do volante tricolor, Cacá tentou rasgar o uniforme. Cacá e Marinho foram denunciados no artigo 258 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê punição de um a seis jogos por assumir atitude antidesportiva, reclamar de forma acintosa ou desrespeitar as regras de boa convivência no esporte.

 

Jean Lucas foi denunciado no artigo 258-A, por provocar o público durante a partida. Neste caso, a punição prevista varia de dois a seis jogos. O julgamento dos três jogadores está marcado para esta quinta-feira (27).