O técnico Rogério Ceni concedeu entrevista coletiva na noite da última quarta-feira (13), após a eliminação do Bahia para o Remo, pela 5ª fase da Copa do Brasil, no Mangueirão.
Mesmo com a derrota por 2 a 1 e a queda na competição, o treinador avaliou que o Tricolor teve condições de vencer a partida e sair classificado. Ceni também criticou a atuação da arbitragem e comentou a escolha por utilizar Luciano Juba mais preso à última linha defensiva.
“Eu não digo que foi um ótimo jogo, mas um jogo em que os jogadores competiram muito e tiveram todas as chances de sair vencedores. Essa parte é difícil de controlar. Um pezinho à frente, o árbitro interpretar que foi puxão… Um árbitro péssimo no jogo. Deu mão que não foi mão, interpretou o lance do Nico na frente, com a mão encolhida, como falta; depois foi ao VAR e anulou. Eu acho que nós tivemos a chance hoje de sair vencedores e classificados. Não conseguimos colocar essa bola para dentro e, quando por um motivo ou outro conseguimos, os gols foram anulados.”
O treinador afirmou que o Bahia tentou diferentes alternativas ao longo do jogo e destacou que parte dos acontecimentos fugiu do controle da equipe.
“Acho que nós jogamos dentro do nosso limite, de tudo que nós tivemos para fazer. Tentamos todas as alternativas. Mudamos a maneira de jogar em função do adversário. O que eu não posso controlar é se a bola entra ou não entra, ou quando entra por um pé impedido, puxão na camisa… e isso foge do controle.”
Ceni ainda comparou o volume ofensivo do Bahia com o de outros adversários recentes do Remo.
“Eu acho até que nós tivemos mais oportunidades de gol do que o Palmeiras teve aqui no último jogo.”
Questionado sobre a utilização de Luciano Juba em uma posição mais recuada, o comandante defendeu a escolha e afirmou que o modelo deu ao Bahia possibilidades reais de vencer o confronto.
“Na minha opinião, foi a melhor solução que nós encontramos. O modelo que nós usamos hoje nos deu toda a possibilidade de vencer. Não sei se jogamos tão bem, realmente, um jogo excepcional não foi, mas nos trouxe todas as oportunidades de gol: um gol, três gols anulados, bolas na trave, finalizações de Everaldo e Erick com oportunidades de gol, Ademir atacando o espaço. Em estratégia de jogo, posso te dizer que, na minha opinião, fizemos a estratégia correta, e essa estratégia nos deu totais condições de estar à frente no placar e de fazer até o 3 a 1, ou até o 2 a 0.”
O treinador também voltou a apontar a dificuldade do Bahia em transformar as chances criadas em gols e lamentou a facilidade com que a equipe tem sofrido gols.
“É uma pena que nós, infelizmente, criamos muito, muitas vezes não conseguimos efetuar os gols e cedemos o gol de maneira fácil. O que nós temos dificuldade é que nós cedemos esse gol… O adversário não faz tanta força para fazer gols na gente. A gente precisa fazer muita força para fazer gols no adversário: gol anulado, bola na trave, finalização, goleiro defende… Como estratégia, eu não acho que foi errado. Se o Juba pode jogar mais à frente, claro que pode, mas eu teria que jogar com três zagueiros de origem para ter o Juba mais à frente. Eu achei que, com o Juba, nós teríamos mais qualidade na construção de jogo para chegar e ter as oportunidades que realmente aconteceram no jogo.”
Apesar da eliminação, Ceni afirmou que viu entrega do elenco e destacou que o Bahia mostrou capacidade de variar o modelo de jogo.
“Acho que nós mostramos hoje que podemos fazer coisas diferentes. Ao longo de muitos jogos, nós tivemos as oportunidades de vencer. A gente tem que analisar o contexto, o que foi criado. A bola não entra por qual motivo? O que acontece que não dá um triunfo em vez de um resultado negativo? Agora, os jogadores estão motivados, todos estavam imbuídos pelo resultado, todos correram, todos competiram”, finalizou.