Vasco conquista a Copa do Brasil

E o Gigante da Colina renasceu. Com emoção, como uma final tem que ser, o Vasco soltou o grito de ‘É campeão’ após derrota por 3 a 2 para o Coritiba nesta quarta-feira, no Couto Pereira. Após 90 minutos de muita emoção, os torcedores cruz-maltinos puderam desentalar suas gargantas com a conquista inédita da Copa do Brasil.

Vasco consegue vantagem, Coxa corre atrás e vira

O Coritiba começou o jogo fazendo o dever de casa, pressionando. O objetivo era tirar a vantagem construída pelo Cruz-Maltino no jogo de ida. Os cinco minutos iniciais foram jogados quase em sua totalidade no campo de defesa dos visitantes. Só escanteios foram três, bolas rebatidas pela defesa, inúmeras.

Passada a pressão, o Vasco colocou a bola no chão. Utilizando a experiência de Felipe e Eduardo Costa, o time passou a tocar a bola. E a fórmula deu certo.

Aos 11 minutos, as três principais armas do time na Copa do Brasil entraram em ação: Diego Souza recebeu, pensou rápido e deu ótimo passe em profundidade para Eder Luis. O camisa 7 não deixou por menos, engatou a quinta e entrou pela direita sozinho. Tranquilo ele esperou pelo posicionamento ideal de Alecsandro e o camisa 9 completou para o fundo das redes.

Um gol obrigava o Coxa a fazer três para conquistar o título. O medo do técnico Ricardo Gomes era que o time recuasse. E, de fato, aconteceu. A torcida voltou a gritar, os donos da casa, a pressionar.

A insistência logo surtiria efeito. Após levantamento na área, aos 29, o lateral-direito Jonas escorou para o meio. O atacante Bill, na força, ganhou de Dedé e, quase em cima da linha, empurrou para empatar.

O Couto Pereira veio abaixo. Os gritos dobraram de intensidade, a tensão dos vascaínos triplicou. E olha que o pior, pelo menos pior àquela altura, ainda estava por vir.

Faltando três minutos para o final do primeiro tempo, os vascaínos já se contentavam em ir para o vestiário com o empate no placar. Mas Davi, meia do Coritiba não. Aos 44, Léo Gago mandou o chuveirinho para a área, a zaga do Vasco falhou, deixando Rafinha livre. O camisa 7 bateu cruzado e Fernando Prass conseguiu a defesa. Mas lá estava Davi para deixar tudo igual.

E o primeiro terminou do jeito que o Coritiba queria. Vantagem no placar e torcida jogando ao lado.

Em segundo tempo emocionante Vasco, finalmente, grita ‘É campeão’

O segundo tempo começou brigado, com a catimba típica de uma final. Falta forte de um lado, pint´pé desnecessário do outro e o juiz Sálvio Spínola começava a ter que prestar mais a atenção.

Ao contrário do final do primeiro tempo, a defesa vascaína parecia bem postada, tranquila. A experiência de Felipe novamente voltava a dar o ar da graça.

Dez minutos se passaram e o Coritiba começou a se preocupar. Preocupação no futebol é sinônimo de desatenção. Era a chance do Vasco partir para os contra-ataques.

E o Cruz-Maltino foi. Após chutão para frente, Alecsandro desviou de cabeça. Eder Luis usou a velocidade entre os zagueiros do Coxa. Na entrada da área o atacante chutou, a bola deu um leve desvio e Edson Bastos aceitou.

Mas o Coxa não estava morto. Jogando em casa a equipe tinha um importante aliado, a torcida, que não parava de apoiar. E a esperança voltou a se renovar.

Aos 21, Willian, após sobra, arriscou do meio da rua. A bola entrou no ângulo de Fernando Prass. Era o Coritiba renascendo na finalíssima.

Pressionado, Ricardo Gomes optou pelas saídas de Felipe e Diego Souza para recuar o time com Jumar e Bernardo em seus lugares. Pressionado em seu campo de defesa, o Vasco chamava o Coritiba ao ataque.

Aos 29, Bill teve grande oportunidade. Após lançamento, a bola desviou na defesa e o atacante bateu de direita. Mas Anderson Martins apareceu utilizando suas últimas forças em um carrinho e cortou.

O Coritiba atacava, o Vasco cortava. A pressão era grande. Mas o Cruz-Maltino lutou bravamente. Os jogadores queriam porque queriam reerguer o Gigante da Colina após oito anos adormecido.

E eles conseguiram. Os guerreiros da Colina saíram do Couto Pereira erguidos nos braços de uma torcida apaixonada, que não abandonou.

Após oito anos o Gigante da Colina volta a ser gigante e tem o prazer de gritar novamente: ‘É campeão’.

FICHA TÉCNICA:
CORITIBA 3 X 2 VASCO

Local: Couto Pereira, em Curitiba (PR)
Data/Hora: 8/6/2011 – 21h50 (de Brasília)
Árbitro: Sálvio Spínola (Fifa/SP)
Auxiliares: Alessandro Rocha de Matos (BA) e Emerson Augusto de Carvalho (SP)
Cartões amarelos: Léo Gago, Bill, Leonardo (CTB); Eder Luis, Eduardo Costa, Felipe, Jumar (VAS)

GOLS: Alecsandro, 11’/1°T (0-1); Bill, 29’/1ºT (1-1); Davi, 44’/1ºT (1-2); Eder Luis, 12’/2ºT (2-2); Willian, 21’/2ºT (3-2)

CORITIBA: Edson Bastos, Jonas, Demerson, Emerson e Lucas Mendes (Eltinho, 14’/2ºT); Willian, Léo Gago (Marcos Aurélio, 15’/2ºT), Marcos Paulo (Leonardo, 28’/1ºT), Rafinha e Davi; Bill – Técnico: Marcelo Oliveira

VASCO: Fernando Prass; Allan, Dedé, Anderson Martins e Ramon; Rômulo, Eduardo Costa, Felipe (Jumar, 33’/2T) e Diego Souza (Bernardo, 33’/2ºT); Eder Luis e Alecsandro – Técnico: Ricardo Gomes.