Ricardo Drubscky teve

Coube ao vice-presidente rubro-negro, Epifânio Carneiro, ser o anfitrião e dar boas-vindas ao técnico Ricardo Drubscky, que a partir do dia 5 de janeiro de 2015 assume o comando Vitória. A apresentação ocorreu na noite desta segunda-feira chuvosa em Salvador.

Drubscky chegou domingo à noite e teve nesta segunda-feira uma seqüência de reuniões antes de ser apresentado na sala de imprensa Jornalista João Borges Bougê.

Antes de apresentá-lo, Epifânio oficializou a saída do gestor de futebol Marcos Moura Teixeira. O vice esteve acompanhado dos diretores Heron Mattos Almeida (Social), Ricardo David (está deixando o Planejamento e assumindo o Marketing) e Manoel Matos (Divisão de Base).

Ainda estiveram presentes os conselheiros Ralph Fernandes, Djalma Nunes de Abreu, Sidney Souza Nascimento e Robério Ribeiro, e o gerente de Marketing Anderson Nunes.

A COLETIVA

Profissional inteligente, que acumula experiência como técnico,  dirigente e escritor, Drubscky começou a coletiva falando do prazer de assumir o comando de um clube como o Vitória. “Antes de mais nada queria manifestar minha grande satisfação de representar uma equipe como o Vitória. É um prazer para qualquer profissional e estou muito satisfeito de ser o treinador do Vitória”.

Pacientemente, por mais de 28 minutos, respondeu todas as perguntas dos repórteres de rádio, emissoras da TVs, jornais e sites presentes à sala de imprensa do Barradão. No final ainda atendeu a uma TV que se atrasou por conta do congestionamento na Avenida Paralela e respondeu mais três perguntas já na sala da assessoria de imprensa.

“Estou muito satisfeito de estar aqui para esse início de temporada, com boas competições: Campeonato Baiano, Copa do Nordeste, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro. Sem dúvida, não há como fugir. Não chego aqui achando que não devemos trabalhar outra perspectiva que não a de um time vitorioso. Estou confiante de que as conversas vão fluir no sentido de sermos campeões. Campeonato estadual é meio que redundante dizer que vamos disputar o título. Temos quatro competições e vamos pleitear títulos na maioria delas”, enfatizou.

Drubscky disse que chega ao clube encontrando uma base e que neste início vai precisar de uns cinco jogadores e que as contratações serão pontuais. “O Vitória não vai fazer 20 contratações. Vamos fazer contratações em pontos chaves. Já temos uma base muito interessante. Acho que com mais cinco contratações formamos um time interessante. Não vamos montar elenco para Série A ou B. Vamos montar uma equipe para jogar bem e vencer jogos, com jogadores competitivos”.

Ao ser questionado sobre a utilização de jogadores da base – este e ano o Goiás teve em Eric a revelação do Campeonato Brasileiro e que foi lançado pelo treinador – Drubscky falou: “Acredito que aqui temos bons jogadores como o Vitória sempre produziu e vamos usá-lo. Vai depender dos garotos, se eles vão segurar a onda ou não. Não coloco um garoto achando que ele tem que ser o Kaká ou o Messi. A gente sabe das dificuldades”.

Sobre o Brasileiro da Série B, um dos objetivos do rubro-negro em 2015, para retornar em 2016 à divisão principal do futebol nacional, o técnico disse: “Vou procurar pensar na Série B um pouco mais para frente. Temos o estadual e a Copa do Nordeste. Se a gente ficar pensando na queda e na Série B, vamos deixar passar as coisas que a gente precisa para o início do ano. Para o estadual, temos que encontrar a melhor forma de jogar, encaixar a equipe de uma forma que nos permita vencer jogos. Ao final disso, buscar foco na segunda divisão. Quem se arma bem no estado e na Copa do Nordeste, chega bem no campeonato. O Brasileiro é difícil por natureza. Todas as equipes começam se candidatando à vaga, a vencer títulos. Isso causa uma dificuldade particular. Só que o que é difícil para o Vitória é difícil para os rivais. O Vitória vai pleitear sua vaga. Vamos trabalhar muito forte”.

Em relação à comissão técnica, que terá dois profissionais da casa – Carlos Amadeu, um dos assistentes técnico, e Angelo Alves, preparador físico – o treinador comento: “Conheço superficialmente. Ninguém fica impune no futebol brasileiro. Vim de um curso na CBF e algumas pessoas já trabalharam aqui e me passaram a ficha desses profissionais de maneira positiva. Como se não bastasse isso, apenas o pedido e a determinação do clube para mim já bastaria. Estou no futebol há 32 anos. Fui gestor durante oito. Então eu sei as dificuldades que o clube tem. Adoro trabalhar com a garotada mais jovem, embora Amadeu e Ângelo não sejam meninos”.

Reprodução ECvitoria