Marquinhos prega time ofensivo

 

 

 

Em evento que lotou o auditório do CT azul, vermelho e branco, os novos diretor de futebol e treinador do Bahia foram apresentados nesta sexta-feira, no Fazendão. William Machado, o Capita, e Marquinhos Santos revelaram seus planos para a temporada de 2014.

“Minha filosofia de jogo passa pelo jogo ofensivo, por jogar pra frente, até com um só volante”, disse Marquinhos, que contou ter rejeitado uma proposta do exterior para aguardar o fim do último Campeonato Brasileiro e iniciar um projeto desde o início do ano.

O técnico se disse empolgado com a chance de “comandar o Bahia nessa revolução iniciada por essa diretoria”. “Vou levá-la para dentro de campo. Faremos diferente. E, para fazer diferente, é preciso ter união”.

Marquinhos também lembrou ser uma de suas principais características trabalhar com jovens valores e elogou a Nação Tricolor: “O torcedor foi o ponto principal que me levou a tomar essa decisão (de vir para cá)”.

Ele ainda disse que vai privilegiar a qualidade dos atletas e não esquemas táticos de sua preferência. “A montagem da equipe passa pela qualidade de jogo. Jamais vou abrir mão de jogador que tenha qualidade”.

Sobre o time de 2013 do Bahia, Marquinhos afirmou: “Enfrentei duas vezes esse ano e já sei das carências e das virtudes que possui. Nós já estamos trabalhando arduamente de olho nas peças com as características que precisamos. Em 2014, buscaremos ter uma equipe altamente competitiva em força e velocidade, que são as valências que acabam sendo determinantes nos jogos da atualidade”.

Marquinhos chega com um auxiliar, Marcelo Serrano, que o acompanha desde a época de seleção brasileira de base. O resto da comissão será formada pela própria equipe do Esquadrão de Aço.

CAPITA

Também bastante animado, William declarou que não admitirá nada menos do que “dedicação total” do elenco e pregou a realização de um planejamento anual, sem a necessidade de armar um time no primeiro semestre e outro no segundo. “Mas óbvio que a mentalidade é sempre monitorar o mercado, além de olhar a base”

O ex-zagueiro, que anunciou que vai marcar presença pessoalmente em algumas partidas da Copa São Paulo de Juniores, em janeiro, não divulgou a quantidade de contratações que serão feitas, mas prometeu ser criterioso nas escolhas. “Se você achar que está tudo errado por causa de dois resultados ruins no começo, você mostra fraqueza nos seus próprios princípios”.

William completou: “A gente vai estar atento a tudo e também ao mercado sul-americano, ainda mais com essa mudança agora que liberou cinco jogadores estrangeiros (antes eram três). Mas tem que ter critério. Tem a dificuldade do idioma e da adaptação à cidade e ao jeito de atuar de algumas posições no Brasil”.

“Não é porque pode contar com cinco que vai contratar um bando. Marquinhos andou monitorando alguns jogadores, tem alguns nomes, e isso nos facilitou. A gente não vai contratar por DVD. Isso é ultrapassado”.

O diretor não deixou de comentar o motivo de ter aceitado a proposta tricolor, agora, após recusar um convite do clube, em maio. “Tive uma reunião com a diretoria anterior e não vi afinidades tão grandes de ideias e de forma de ver e gerir o futebol. Já com essa gestão atual tenho ideais muito parecidos. Isso faz com que, mesmo nas discussões que a gente já teve, sempre surjam contrapontos pelo bem do Bahia”.