Histórico de Leão mostra processo em Campinas por agressão a repórter

O duelo entre Vitória e Goiás terminou empatado por 2 a 2, mas o que ficou marcado foi a grande confusão após o apito final do árbitro, com o técnico Leão e alguns jogadores indo para cima da imprensa baiana. Esta não é a primeira vez que o comandante agride um repórter dentro do campo.

Em 2006, quando dirigia o Palmeiras, e foi em Campinas, contra a Guarani, José Henrique Semedo, jornalista da Rádio Central, foi questionar o treinador sobre a atuação do Palmeiras no segundo tempo. Após ouvir a resposta, voltou para se comunicar com sua rádio, quando levou um soco de Leão.

Ao final da partida, o comandante do Palmeiras saiu escoltado por policiais e foi convocado para prestar esclarecimentos, porém, a Aceesp (Associação de Cronistas do Estado de São Paulo), que deveria ajudar o repórter, tendenciosamente, acabou não fazendo nada para ajudar o jornalista a se defender.

“Como sempre tem acontecido, e por entender que o treinador e os jogadores Moura, Romerito e Marcão agiram de forma criminosa em flagrante desrespeito ao direito de a imprensa trabalhar, esta entidade se colocou imediatamente à disposição do companheiro através dos advogados Domingos Arjones Neto e Ruy João Ribeiro, que continuarão lutando para que estas agressões não fiquem apenas na queixa feita na 10ª Delegacia Policial”, afirmou Márcio Martins, presidente da Associação Baiana de Cronistas Desportivos, mostrando que lá, a coisa funciona diferente.

“Mais uma vez, nossa entidade entende-se no imperioso dever de defender o desempenho profissional de seus associados, combatendo sempre atitudes truculentas e arbitrárias que coloquem em risco o direito de uma imprensa independente”, finalizou.

No caso de Campinas, Leão sofre um processo de José Henrique Semedo, e está representado pelo advogado João Marco de Luca, no Fórum da cidade.

fonte:  futebolinterior.com.br