José Ataide


Publicidade


“Foi uma escolha difícil”: Ceni explica escolha por Léo Vieira e analisa triunfo do Bahia antes de ‘final’ contra o Palmeiras

Após o triunfo do Bahia por 3 a 0 sobre o Athletico-PR, na noite desta quarta-feira (1º), na Casa de Apostas Arena Fonte Nova, o técnico Rogério Ceni avaliou o desempenho da equipe e destacou a postura competitiva do elenco.

Para o treinador, o Tricolor teve bom início de partida, apesar de oscilações ao longo do jogo.

“Palmeiras pode chegar a uma diferença de pontos que não nos permita brigar pela liderança. Importante foi que o time produziu bem, especialmente no começo. Caiu um pouco. Conseguiu se defender bem, numa linha mais baixa. Muitos jogadores retornando, não estão em 100%, e erramos muitos passes em um momento de encaixar contra-ataques. Fica a dedicação de positivo. Competimos muito”, analisou.

Ceni também ressaltou a entrega dos atletas durante a partida e a organização defensiva do time.

“Everaldo deu carrinho, Kike correndo muito. Mesmo não sendo um jogo tecnicamente brilhante, nos posicionamos bem, competimos bem, puxamos bons contra-ataques. Segundo gol veio num momento que eles estavam bem. Achei que foi pênalti [em Everaldo, anulado após revisão] no outro lance. Time continuou batalhando no segundo tempo, não desistiu, se defendeu bem, David fez bom jogo. Nico também, muito desgastado, ele e o David. Caio, Jean e Everton construíram e sofreram na marcação. Teremos boas horas para fazer um bom jogo contra o líder do campeonato”, completou.

O treinador explicou ainda a decisão de escalar o goleiro Léo Vieira como titular, na vaga de João Paulo. Segundo ele, o critério principal foi o ritmo de jogo.

“Ritmo de jogo. Léo vinha jogando muitos jogos em sequência. Poderia ter ido com o João Paulo, foi uma opção minha. Eu e o Duda [Verjão, preparador de goleiros], que trabalhou mais com o Léo diretamente, três treinamentos. João já tinha visto sete jogos. Foi uma decisão difícil. Trabalhei com o Léo faz 12 anos, vejo pela TV, é um cara tranquilo, calmo. Principal fator foi o ritmo de jogo, João estava sentindo um pouco essa falta de ritmo. Pensei em dar essa chance para o Léo, que fez bom jogo com os pés, calma. Foi uma escolha. Infelizmente a gente tem que tomar decisões e tem que contar que as coisas deem certo”, explicou.

Outro ponto abordado foi a disputa na lateral-direita. Mesmo com o retorno de Gilberto, Acevedo foi mantido na função.

“Decisão difícil. Hoje eu pensei que já tinha o David voltando, Everton voltando, com Nico já tinha ritmo de jogo. Mudar duas posições na última linha seria correr riscos demais. O Gilberto cansaria. Tecnicamente é um ótimo jogador, vamos analisar bem a parte física. Nico entrou muito bem desde a final do Campeonato Baiano. Com certeza é um jogador que vamos usar no decorrer do campeonato”.

O Bahia volta a campo no próximo domingo (5), às 19h30, novamente na Fonte Nova, quando enfrenta o Palmeiras pela 10ª rodada do Campeonato Brasileiro.