felipão pode escalar dois atacantes

Há quase três meses à frente do Palmeiras, o técnico Luiz Felipe Scolari se prepara para o seu primeiro desafio internacional com a equipe. Na noite desta quinta-feira, diante do Universitario de Sucre, o treinador terá seu 56ª jogo em uma competição sul-americana pelo Alviverde, segundo sua assessoria pessoal. A diferença deste jogo para os demais com o clube, de acordo com Scolari, é que ele está a pouco tempo no comando do time e não sabe como serão as reações dos atletas jogando a 2.800 metros acima do nível do mar, em Sucre, na Bolívia.

– Não é como antigamente, que tinha aquela ansiedade, mas tinha o controle da equipe há um ano, mais ou menos. Antes eu tinha a noção do que os jogadores poderiam render e agora ainda não tenho isso. Estou aqui há três meses e é a primeira vez que saímos para jogar na altitude. Usarei a mesma base da equipe que empatou com o Botafogo e no máximo farei uma substituição em termos de ataque. Ainda vou estudar bem – disse Scolari ao GLOBOESPORTE.COM.

A preocupação de Felipão está em como os bolivianos podem usar os efeitos da altitude a seu favor. Na primeira partida com o Cerro Porteño em Sucre, por exemplo, o time local venceu por 1 a 0, jogando em casa, com um gol de Gallindo, de fora da área – o jogo de volta, no Paraguai, foi 2 a 2. Com esse pensamento em mente, ele pode dar uma nova oportunidade para Dinei, recém-chegado ao clube, ou apostar em Tadeu. Com isso, Rivaldo deve perder uma vaga no meio-campo.

– Posso tirar um homem de meio e colocar um atacante. Mas vou esperar até amanhã (quinta-feira) para ver reação do grupo, ver os testes que são feitos pelo preparador físico e saber como se sentem, se estão melhores. Vamos precisar ter uma postura diferente em termos defensivo e no meio-campo, não podemos esperar muito eles chutarem de longa distância. Temos de marcar mais à frente para dificultar arremates. Senão vamos correr grande perigo.

Scolari também comentou sobre as condições do gramado do Estádio Pátria, palco da disputa entre brasileiros e bolivianos. No último treino antes da partida, o comandante alviverde reclamou bastante da grama alta e dos buracos, principalmente perto das duas grandes áreas do gol.

– A bola que quicar na frente do goleiro, nenhum vai pegar por causa buracos. Bate no buraco e ou sobe ou vai para o lado. Para eles, que jogam em casa e chutam mais, isso ajuda. É um perigo a mais que vamos correr.