José Ataide


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Santos rebate cobrança pública do Cuiabá por dívida de R$ 18,6 mi e cita trâmites legais

Foto: Raul Baretta/Santos

O Santos se pronunciou sobre a cobrança do Cuiabá sobre a dívida de R$ 18,6 milhões, referente à contratação do zagueiro Joaquim, em 2023, e pela participação do Dourado na revenda do atleta ao Tigres, do México, em 2024. O clube mato-grossense, por meio de uma nota oficial, na última terça-feira (22), informou que o Peixe foi condenado pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) a pagar o valor.

Também por meio de nota oficial, o Alvinegro Paulista afirmou que a exposição pública do caso não contribui para a sua solução, uma vez que não altera os trâmites legais a serem adotados. Segundo o Santos, a questão vem sendo tratada pelos meios próprios e nos fóruns institucionais competentes, nos quais são apresentadas e analisadas as alegações e manifestações cabíveis de ambas as partes.

O Peixe ainda reafirmou seu compromisso em cumprir suas obrigações financeiras e ressaltou que preservar as relações entre as agremiações é fundamental para a “construção de soluções verdadeiramente sustentáveis para o futebol brasileiro.”

Finalizando, o Santos revelou que ainda aguarda receber créditos decorrentes de diferentes operações que alcançam aproximadamente R$ 170 milhões. Segundo o clube, o endividamento entre as agremiações é um desafio estrutural do ecossistema do futebol brasileiro, e não uma realidade exclusiva de determinado clube.

CUIABÁ CONTESTA
Em entrevista à ESPN, nesta quarta-feira (23), o presidente do Cuiabá, Cristiano Dresch, definiu a prática de Santos, Corinthians e outros clubes devedores como estelionato esportivo.

“A Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) fez um plano de pagamento ao Corinthians, em julho venceu a parcela de R$ 800 mil (por Raniele), agora em outubro já vence outra, faltam cinco anos para ser liquidado. Estamos muito preocupados. Estamos em uma reta final de campeonato na Série B, tentando o acesso, e esses atrasos nos atrapalham demais. A gente sabe de muitos bastidores do Corinthians. Acho muito difícil a gente receber (o valor). Ontem a CNRD condenou também o Santos a pagar quase R$ 19 milhões pelo Joaquim, mas também acho muito difícil (receber). O estado do Corinthians e do Santos é de falência. E clubes que dependem desse dinheiro, como o Cuiabá, acabam pagando o pato”, reclamou Dresch.

A dívida do Corinthians com o Cuiabá é referente ao atraso de uma parcela no plano de pagamento aprovado pela Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), que previa a quitação de R$ 17,7 milhões em 24 vezes pela transferência do volante Raniele.

“Como um clube [Santos] que deve R$ 18 milhões ao Cuiabá contrata um jogador pagando R$ 2 milhões por mês? Nomes como Arthur, Cebolinha, que vão fazer diferença na tabela de classificação. Foram lá em Belém e ganharam do Remo, vão ficar na Série A. Como você acha que o Mirassol se sente? O Vasco entrou em recuperação judicial e deu um cano gigantesco, o Botafogo também. Isso é injusto.”, completou.