Serviço Ligue 180 vai receber capacitação para atender denúncias de assédio a atletas

Ao ligar para o número 180, o cidadão terá acesso a um canal de orientação sobre direitos e serviços públicos para mulheres. Agora, vai ser iniciado um serviço de atendimento especial para atletas que precisam relatar assédio. A ação é uma parceria entre o Ministério do Esporte e a Secretaria Nacional de Políticas para Mulheres com o objetivo de prevenir e combater, em âmbito federal, o assédio às atletas brasileiras, sejam elas amadoras ou profissionais. A denúncia pode ser feita tanto no Brasil quanto no exterior. “Acredito que toda ação que impulsione a verbalização e o enfrentamento é uma ferramenta importante”, considera a nadadora Joanna Maranhão. Joanna é um dos exemplos de atletas que já sofreram com os assédios e abusos. Aos nove anos, ela foi abusada pelo treinador.

 

Os atendentes que irão trabalhar no serviço estão passando por processo de capacitação para dar a atenção adequada para cada caso. Segundo o site da revista Claudia, a gerente da empresa que foi contratada para administrar a central Jacqueline Sutarelli, destacou que também está sendo feito um trabalho de sensibilização dos atendentes pela causa. “No último mês, ampliamos em 40% o número de relatos de violência encaminhados pelo Ligue 180. Quando o atendimento é realizado com mais empatia, estimula as denúncias”, disse ela.

 

A diretora de Enfrentamento à Violência, Eliana Guerra, contou que será feita também uma parceria com federações esportivas. “Vamos realizar também as pactuações com as federações esportivas para que o programa seja mais efetivo no tratamento do assédio moral e sexual”, explicou. Joanna acredita que o papel das federações é “capacitar pessoas para lidar com essas situações. “É algo que vou tentar junto à Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CDBA). É o que cada atleta da modalidade deveria fazer. Cada um fazendo sua parte”, afirmou ela. “A gente precisa desses canais e de um processo de capacitação de quem recebe a denúncia. Quando a gente verbaliza, está vivendo de novo”, finalizou.

Fonte:bn