Nuzman renuncia à presidência do COB após acusação sobre compra de voto para Rio 2016

Carlos Arthur Nuzman renunciou à presidência do Comitê Olímpico do Brasil (COB), órgão que ele comandava há 22 anos, e será substituído pelo vice Paulo Wanderley Teixeira, informou o COB nesta quarta-feira, uma semana após a prisão do dirigente.

Nuzman, que tinha mandato até 2020, está preso preventivamente acusado de intermediar a compra de votos para a cidade do Rio de Janeiro ganhar o direito de sediar os Jogos Olímpicos de 2016.

O anúncio da renúncia foi feito através de uma carta encaminhada pelo dirigente à Assembleia Geral Extraordinária do COB, que acontece nesta quarta-feira e que foi convocada para tratar do caso envolvendo a prisão de Nuzman.

O dirigente alegou que precisa de tempo para se defender da acusação de intermediar a compra de votos para a Rio 2016.

“Considerando-se, todavia, a necessidade de dedicar-me, integralmente, ao pleno exercício do meu direito de defesa, renuncio de modo irrefutável e irretratável ao cargo de presidente do Comitê Olímpico Brasileiro bem como ao de membro honorário de sua Assembleia Geral”, diz a carta assinada por Nuzman.

No fim de semana, o COB já tinha divulgado um pedido de afastamento temporário de Nuzman da presidência da entidade e do Comitê Organizador dos Jogos de 2016.

Nuzman foi preso temporariamente na última quinta-feira, em sua casa, no Rio de Janeiro, e na segunda-feira a prisão foi convertida em preventiva, equivalente a uma detenção por tempo indeterminado.

A defesa de Nuzman já protocolou na Justiça do Rio de Janeiro pedidos de habeas corpus do dirigente esportivo.

Em princípio, Nuzman será substituído pelo vice-presidente do COB, Paulo Wanderley Teixeira, que é ligado ao judô brasileiro.

Por Rodrigo Viga Gaier

RIO DE JANEIRO (Reuters)